A origem do Pastel de Nata

Os Pastéis de Nata são uma conhecida iguaria tradicional portuguesa. São pequenos pastéis com uma base de massa folhada, recheados com creme de ovos, leite e açúcar e assados até que a massa fique dourada e crocante e o recheio cremoso e suave.
A popularidade dos Pastéis de Nata não se limita apenas a Portugal. A combinação única de texturas e sabores, conquistou fãs em todo o mundo, tornando-se um ícone da doçaria portuguesa internacionalmente conhecido. Quando se visita Portugal, é quase obrigatório provar este tesouro português!

A Origem do Pastel de Nata

É muito difícil apontar a origem do Pastel de Nata, mas o primeiro registo de um doce muito semelhante data o século XVI no Livro de Cozinha da Infanta D. Maria, neta do Rei D. Manuel I, que não podia imaginar que a sua receita dos «Pastéis de Leite» estaria a dar início a uma saga gastronómica de Portugal pelo mundo.

Pastéis de Nata da Fábrica da Nata

Também há registos de receitas semelhantes em conventos e mosteiros de vários locais do país, durante o século XVII e XVIII, época em que estes se dedicavam à produção de uma diversa gama de pastelaria e doçaria. Esta era feita à base de ovo, usando as gemas que sobravam depois de utilizar as claras para engomar a roupa e no processo de produção de vinho. Entre esta gama de pastelaria e doçaria destacam-se receitas semelhantes ao que hoje conhecemos como o Pastel de Nata. Receitas que, ao longo do tempo, foram sofrendo alterações até chegarem à receita do que conhecemos hoje como Pastel de Nata.

A primeira referência escrita ao nome dos Pastéis de Nata e com a receita mais próxima dos atuais, foi registada pela primeira vez no convento de Odivelas, no caderno da abadessa D. Bernardina da Conceição (falecida em 1866). Neste caderno, a primeira página é dedicada Pastéis de Nata e apresenta uma versão para servir quente e outra fria.

Com a expulsão das ordens religiosas e o encerramento de muitos conventos e mosteiros no rescaldo da Revolução Liberal de 1820, a receita do Pastel de Nata saiu dos conventos e tornou-se um ex-libris da doçaria portuguesa.